Você sabe para que serve a bolsa de colostomia?

bolsas de colostomia

Uma estomaterapeuta explica também sobre o uso da bolsa de colostomia definitiva, como a que é usada atualmente pela cantora Preta Gil

O uso de bolsas de ostomias sempre foi um tema delicado a ser tratado pela população. A falta de conhecimento e os tabus que envolvem o uso dos dispositivos médicos, são algumas das dificuldades no entendimento de suas funções. Situação que recentemente ganhou destaque após a cantora Preta Gil divulgar em suas redes sociais, que após a última cirurgia realizada para remoção de tumores, está usando uma bolsa de colostomia de forma permanente.

 “A ostomia é um procedimento cirúrgico de uma abertura no abdômen, chamada estoma. Essa abertura serve para desviar a saída de fezes ou urina para uma bolsa externa ao corpo. As bolsas de ostomias são sacos coletores que armazenam os fluídos corpóreos para depois serem eliminados. As bolsas são necessárias para as pessoas que apresentam determinadas doenças congênitas, tipos de câncer, em acidentes ou outras condições médicas indicadas. A utilização delas pode ser apenas durante determinado período do tratamento ou permanente”, explica a enfermeira, especialista em estomatologia do Complexo Médico Provida Mariana Generoso.

Conforme a localização do estoma, uma bolsa específica deve ser usada pelo paciente.  Quando o estoma for do intestino delgado, chama-se bolsa de ileostomia, quando for do intestino grosso, é colostomia e quando for para desvio do fluxo urinário denomina-se urostomia.

“As pessoas que precisam usar bolsa de colostomia indefinidamente, para poder eliminar as fezes, geralmente são pacientes que apresentaram uma doença no reto ou no ânus, que passaram por uma remoção cirúrgica, que retiraram parte do intestino grosso ou do ânus. A artista Preta Gil, conforme vou divulgado pela imprensa, deverá usar uma bolsa permanente porque precisou remover tumores do intestino, que certamente comprometeram a forma de evacuação natural”, ressalta Mariana.

Desafios e qualidade de vida

Para as pessoas que precisam se adaptar ao uso de uma bolsa de ostomia, inicialmente o processo pode parecer desafiador. Mudanças na parte física, que podem afetar também a parte  emocional, além dos cuidados com a colocação, troca e manutenção dos dispositivos.

“O mais importante é valorizar a ostomia como uma chance de cura ou um caminho a seguir para melhora dos resultados no tratamento. Esvaziar, higienizar e trocar a bolsa, será uma rotina que aos poucos o paciente ganhará conhecimento e confiança para realizar. Para ajudar a organizar os processos com a bolsa e a ter uma vida normal, um profissional de enfermagem especializado em  estomaterapia é indicado para segurança e orientação ao paciente”, completa.

Mariana Generoso – Enfermeira especialista em estomaterapia

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